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Domingo, calor, uma viagem. Estamos em janeiro, verão no hemisfério sul, e aqui não tem mar. Um cachoeira cairia muito bem, mas tínhamos um compromisso inadiável para aquele dia: um show em outra cidade.

O equipamento seria de nossa responsabilidade, portanto providenciamos a locação. Além disso quase nada foi muito bem planejado. Horário marcado para as 4 e meia da tarde, e já passavam das 2 horas quando acabei de almoçar. Ligo para o Militão e digo para se aprontar, pela internet entro em contato com o Max e, por último, ligo para o Henrique vir com a Dolores. Entendi que o equipamento estaria na casa de alguém próximo à Avenida JK e falei com o Max para esperar em sua casa que fica no bairro de Santanense. O João e o Elvis, que também iriam, esperariam na praça principal da cidade. Começamos mal.

Chego na casa do Militão e parte da turma já está à postos: William, Niceu e Fabrício, além do Delmar – pai do Militão – que também iria conosco. Logo em seguida chegam Henrique e a Dolores. Rapidamente colocamos os instrumentos nos carros, Fabrício pegou a Elba de seu pai e levou uma parte. Na minha cabeça pegaríamos os meninos na praça e depois o som, por fim passando na casa do Max em Santanense, mesmo dando uma boa volta, porque Pará de Minas fica pro outro lado, foi o melhor que conseguimos planejar desde que acordamos (risos).

Mas não, a tal “JK” se tratava do Poliesportivo JK, e não a avenida, fato que mudou completamente o roteiro. Sem falar que foram inclusas duas escalas nesta viagem. E o tempo se esgotando. Henrique foi buscar o macaco hidráulico na Delino’s Garage e buscou o Jarbas, o mecânico amigo da Dolores. Não nos esquecemos dos meninos na praça, pedimos para esperarem em outro lugar, que após tantas voltas seria caminho até ir lá na casa do Max. Pronto. É só partir.

Caímos na estrada, em meia hora estaríamos chegando. O trevo de Itaúna estava em obras, logo à frente nos encontramos
com a Elba que o Fabrício e os outros estavam no carro, tinham ido na frente e nos esperavam para seguirmos juntos. Este simples fato fez toda a diferença. Aparentemente tudo corria bem, a Kombi não desenvolvia grande velocidade, mas seguia
sem dar sinais de problemas mecânicos. Todos estavam conversando entre si, quando alguém na parte de trás diz estar sentindo
cheiro de fumaça, o que em seguida é confirmado pelos outros. Henrique fica em alerta, percebo seu olhar pensativo e preocupado.
Um pouco à frente na estrada começamos a subir uma leve porém extensa inclinação, e a Kombi foi perdendo força, reduzindo, reduzindo mais, até parar.

Todos descem. Fabrício que vinha atrás também pára no acostamento. Henrique foi ver o que havia com Dolores. Segundo Jarbas o
motor havia super aquecido, e seria recomendável esperar por um tempo até que ele resfriasse e tentar seguir viagem. Tomamos a decisão de ir na frente, levando também o equipamento mais necessário na Elba, e os outros ficariam para trás. Foi necessário. Seguimos em frente para cumprir nosso compromisso. Mas um problema que restava – além das horas – foi não sabermos a localização exata, fato que poderia nos atrasar ainda mais. Enquanto isso o Militão ligou para o seu pai, saber como estavam e o que havia acontecido. Para a surpresa geral ele tinha conseguido uma carona e já chegado ao ponto final (risos), enquanto os outros esperavam em um bar.
Enquanto tentávamos pedir informações pela cidade, fomos completamente ignorados por 2 garotas passando, perguntamos à pessoas que não eram da cidade, até encontrar um cara que nos informou direitinho onde ficava o bar, loca do show. Chegamos, finalmente. E o atraso nem foi tanto assim (risos). Montamos tudo, começamos a tocar, casa cheia. Satisfação, depois de toda correria. Quando nem se imaginava mais nenhuma surpresa eis que chegam Jarbas e Henrique de moto. Disseram que após esperar um pouco conseguiram reanimar Dolores, porém ela estava fraca e decidiram voltar com ela pra Itaúna. Pena que o William, João, Elvis e Niceu não puderam ter arrumado outro jeito de ir e curtir com a gente.

Foi muito bom. Tanto o show, o rolê, conhecemos pessoas novas e aproveitamos a noite até tarde, contando com a nossa volta também. Dedico este texto aos amigos que nos acompanham e escrevem junto conosco estas histórias de vida.

Dolores – A Kombi 73 que não quer abandonar a estrada, por Isaac Sander

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